TRADUÇAO / TRANSLATE / TRADUCCIÓN

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

18.—Agora rumo ao Qatar


ANO
 11

FÉRIAS 05/24
EDIÇÃO
 3250

Dentro do desenho que fizemos para nossas férias hoje é um dos dias mais esperado. Meia tarde vamos à Península Arábica onde sonhamos fruir 15 dias no lendário mundo das mil e uma noite. Aliás, tivemos dificuldades geográficas. Vamos à Ásia ou à África? Talvez pudéssemos dizer que vamos ao Oriente Médio. Mas como ensinam os geógrafos que terras a leste do Mar Vermelho são asiáticas, será na Ásia esta etapa de nossas férias. Mesmo que já tenhamos estado, em quatro oportunidades estarmos no mundo islâmico (no Egito, e, Marrocos, na Tunísia e na Turquia) há muitas interrogações a partir de agora.
Nesta quarta, como já fizéramos segunda e terça — e, também, em outras estadas em Paris — tivemos a alegria de levar um neto de 4,5 anos a uma Escola Maternal Pública. A temperatura de menos 4ºC não enrijeceu a alegria de caminharmos pela esplanada de conjunto de uma dezena de torres de apartamentos, cada uma com nome de uma cidade sede de Olimpíadas (há época da construção do conjunto), onde moram cerca de 10 mil pessoas, não muito distante da magnifica Bibliothéque Françoise Mitterrand. Neste conjunto as ruas para o trânsito de automóveis ou qualquer veículo motorizado são subterrâneas. Assim crianças e adultos transitam sem qualquer preocupação com carros. Neste espaço, além de lojas comerciais (farmácia, restaurante, salão de beleza) há creche, escola infantil, escola primária e liceu.
Uma vez mais, tivemos a oportunidade de conhecer uma Escola Maternal Pública e nos encantar não apenas com a beleza do prédio e dos equipamentos, mas com a qualidade do ensino oferecido e também com a alimentação disponibilizada às crianças. Algo que surpreende é a diversidade cultural. Ver a confraternização de crianças brancas e pretas, ricas e pobres, ocidentais e orientais, hindus e latinos, muçulmanos e cristãos (e por extensão os familiares das mesmas) parece-nos estar em um espaço das Nações Unidas.
Esta blogada é escrita no Aeroporto Charles de Gaulle. Deixaremos Paris, as 15h15min e a após 6,5 horas de voo chegarmos a Doha capital do Qatar. É a partir desta cidade que espero as próximas blogadas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

17— Mais um dia de fruir arte moderna

ANO
 11

FÉRIAS 04/24
EDIÇÃO
 3249

Hoje, terça-feira é o segundo e último dia completo em Paris num prelúdio deste período de férias. Amanhã, à tarde viajaremos à Península Arábica, aonde ficaremos até 02 de fevereiro. Voltaremos, então, a Paris para posfaciarmos as férias de 2017.
Tivemos mais um curtido dia parisiense. A temperatura era 3 graus negativos, quando nos pusemos  à rua para fruirmos das intricadas conexões do metrô Paris que, não raro exigem uma razoável resistência física para vencer as intrincadas conexões, como aquelas em Chatelet, com escadarias imensas às quais juntam-se quilométricas caminhadas.
Nossa meta era o Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris junto ao imponente Museu do Palais de Tokio. Duas eram as exposições temporárias as quais nos agendáramos. Carl Andre, Sculpture as place, 1958—2010 e Bernard Buffet, Retrospective. Uma e outra foram antecedidas e sucedidas por duas permanentes, que por si valeriam a visitação.
A abertura ficou por conta de ‘La feé de électricite’ [A fada da eletricidade] um painel de 600 m2 obra do pintor francês Raoul Dufy (1877—1953) tida por muitos anos como o maior quadro do mundo. Agora, foi destronado largamente por Bauernkriegspanorama de Werner Tübke, pintura feita entre 1976 e 1987 e totalizando 1.890 m2 em uma tela em única peça. Na parte inferior de ‘A fada da eletricidade’ estão representados cientistas e pensadores que contribuíram para a invenção da eletricidade.
A exposição de Carl Andre (USA,1935), um artista plástico e autor de poemas visuais estadunidense, e um dos membros do movimento minimalista nos anos 1960 apresenta uma coleção esculturas principalmente em madeira onde o cedro é a preferida, mas também em metais, plásticos e sucatas marcadas por uma tradição de escultor. Os continuados desafios à gravidade envolvem prender, colar, soldar, cavilhar, parafusar ou manter os elementos juntos de alguma outra maneira, como também esculturas formadas pela justaposição (ora simétricas ora assimétricas) das diferentes peças.
A exposição reúne centenas de peças dos mais diferentes tamanhos e dos mais diferentes materiais. Carl Andre deixou de produzir arte em 2000.
A segunda exposição é uma retrospectiva do famoso pintor francês Bernard Buffet (1928—1999) considerado um dos pintores franceses mais importantes do Século 20, mas também um dos mais discutidos e contestados que teve pinturas proibidas. Por alguns é tido como o sucessor de Pablo Picasso.
Sua obra tem diferentes marcas uma das quais a angústia de uma geração que viveu a guerra. Há também a atualização de quadros religiosos, com inserção de personagens contemporâneos.  Após o seu suicídio em seu atelier em Tourtour em 1999, foram encontrados 25 quadros dentro da temática morte, que originou uma exposição póstuma.
A disposição cronológica de dezenas de obras na exposição que visitamos está dividida em três partes: 1) A invenção se um estilo 1945/1955: uma glória fulgurante. 2) A fúria de pintar 1956/1976: o tornado. 3) Mitologias 1977/1999: o exilio.
A sobremesa foi na sala Matisse, onde vimos obras do famoso pintor, escultor e desenhista francês Henri Matisse (1869—1954) onde o destaque para a dançarinas.
É fácil inferir o quanto este quarto dia de nossa viagem foi sumarento. Agora, aguardem a próxima edição desde Doha, no Qatar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

16.-- Uma segunda-feira parisiense

ANO
 11

FÉRIAS 03/24
EDIÇÃO
 3248
Para mim, talvez, uma das marcas mais significativas do estar em férias é o quanto os dias da semana não têm as marcas dos ditos dias úteis e dos dias festivos. Quando estou em férias, todos os dias para mim têm aquela sensação gostosa do entardecer de uma sexta-feira. Então, somos embalados por encantadoras futurições que se fazem promessas. Esse ser expectante me encanta. Algo semelhante à sabedoria popular que ensina que “o melhor da festa é encerrar por ela”.
A nossa segunda-feira foi em local que teve ter sido atração em quase todas as nossas estadas em Paris nesses 28 anos: O Centre Georges Pompidou, ou Centre Beaubourg como dizem os parisienses, sem dúvida nenhuma é um dos museus mais incríveis da cidade.
Há quem diga que ele é o Louvre da Arte Moderna. Não só pelo seu acervo enorme, um dos maiores do mundo na categoria arte moderna e contemporânea, mas também pelo seu prédio supermoderno que casa perfeitamente com as obras ali expostas, assim como o Louvre combina magnificamente bem com as suas.

Com sua estrutura de vidro e metal e condutos nas cores vermelha, verde e azul, o edifício do Centro Pompidou foi objeto de polêmica em sua criação, sendo qualificado na época de "refinaria" e "fábrica de gás". Hoje é tão emblemático da paisagem parisiense quanto a Torre Eiffel.
Nesta segunda, mesmo que ali passássemos algumas horas, reservamos a apenas duas exposições temporárias entre muitas possibilidades dentre os acervo permanentes e temporários.
A primeira Magritte: La trahison des images, não apenas nos encantou, mas exigiu muitas reflexões a partir das múltiplas interrogações das obras de um dos principais artistas surrealistas belgas René Magritte (1898 ― 1967). Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou-se de processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos.
Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu coco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros mais, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.
Das muitas obras importantes destaco duas, que há muito conhecia e eram das maiores atrações da exposição: Ceci n’est pas une pipe e Ceci n’est pas une pomme e que reproduz aqui. A minha escolha é Princípio da incerteza (reproduzida ao lado). 
A segunda das exposições foi Cy Twombly (1928 — 2011) tido como um dos maiores pintores estadunidenses do século 20. Ele diz de suas obras que ‘parecem coisas de crianças, mas não são infantis. Na exposição há cerca 140 obras (pinturas, esculturas, desenhos, fotografias) trazidas de coleções públicas e privadas através do mundo.
Esta é uma pálida amostra de uma de uma sumarenta e fria segunda-feira parisiense que me agrada repartir com cada uma e cada um dos meus leitores. Convido a um reencontro amanhã.
Dedico esta blogada a Liba Knijnik que me ensina a valorizar museus.

domingo, 15 de janeiro de 2017

15.- Agora, mais uma vez Paris!

ANO
 11

FÉRIAS 02/24
EDIÇÃO
 3247

Chegamos a Paris. Das várias travessias transatlânticas que fiz nestes quase 30 anos de viagens a Europa, esta foi minha primeira que não teve aquela morosa e chata passagem por Guarulhos (ou pelo Galeão). Deixamos Porto Alegre, num sábado muito quente que no entardecer ameaçou temporal. Já era 22h40min quando partimos. A viagem foi muito boa, até porque as milhas acumuladas permitiram um upgrade para classe executiva quando compramos ainda em agosto. A noite foi de bem dormir depois de janta com vinhos portugueses. Chegamos à Lisboa depois um pouco mais de 10 horas de voo, às 11h (no horário de Brasília 9h). Depois de 2,5 horas voamos Lisboa/Paris, onde chegamos em um voo de 2h20mim. Era 17h30min (em BSB 14h30min) pois estamos, pois estamos —3 horas BSB).
Já noite escura e a temperatura de 1ºC. Havia um chuvisqueiro frio que se esperava se convertesse em neva, pois sr anunciava a chegada de ima fonte fria vinda da Rússia.
Quando de mais uma chegada à Paris, não há como não evocar a minha primeira viagem em julho de 1989, que descrevi um pouco na blogada de ontem. Como neste domingo, então, Paris foi ponto de chegada. A França festejava, há 28 anos, o Bicentenário da Revolução Francesa 1789/1989. O primeiro contato pela primeira vez estava na Europa e vivia plenamente meu ser eurocêntrico.
Então o primeiro encontro com cidade de Paris se deu quando o trem que nos trouxe do aeroporto nos deixou na rue Gay-Lussac, que para um professor de Química era significativo. Foram dias de emoções muito fortes, para alguém como eu que era professor de Química.
Neste relato de um domingo que foi mormente de viagem, há muito pouco a acrescentar. Com votos de uma boa semana, espero amanhã um relato mais sumarento

sábado, 14 de janeiro de 2017

14.- Agora, as sonhadas férias de 2017!

ANO
 11

FÉRIAS 01/24
EDIÇÃO
 3245


Esta blogada abre uma série que publicarei aqui, a partir de hoje até, provavelmente dia 6 de fevereiro. Este será o período que, com a Gelsa, fruirei as muito sonhadas férias anuais. Durante as férias, como fiz em anos anteriores, pretendo compartilhar com meus leitores as emoções do navegar em mares nunca dantes visitados. O apossamento da ideia camoniana não é apenas metafórico. Há um cruzeiro de oito dias inserido no período anunciado. Assim, navegar será preciso.
Abro esta série ‘Férias 2017’ com uma edição preliminar acerca de viagens — é esta de hoje — e, durantes os próximos dias, pretendo fazer postagens acerca de lugares aos quais voltaremos e de outros inéditos que visitaremos. Assim, as emoções serão socializadas com excertos do conhecido diário de um viajor. Quando em 2012, publiquei Memórias de um professor: hologramas desde um trem misto, reservei um dos cinquenta capítulos para falar de minhas viagens internacionais. Hoje, pelos meus registros começo a minha 32ª viagem internacional. Comecei tardiamente, mas depois que tomei o gosto, quase a cada ano fiz uma viagem internacional.
Comecei apenas em 1989. Fiz, então, a minha primeira viagem à Europa. Entusiasmado pela Gelsa, presenteei-me, pelo meu 50º aniversário, com uma primeira viagem ao exterior. Estou subtraindo deste computo alguns cruzares de fronteiras, anteriores a 1989, em breves incursões a quatro países vizinhos (Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia).
Eis excerto de informe da 1ª viagem: jul/ago de 1989: Entre 1º de julho e 7 de agosto fizemos aquilo que faz um marinheiro de primeira viagem (eu, no caso, pois a Gelsa já havia morado na Europa): estivemos em onze países viajando de trem. Começamos em Paris, fomos a Bruxelas, Amsterdam, Berlin (ainda dividida entre a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã), Colônia, Bonn, Luxemburgo, Heidelberg, Munique, Viena, Salzburg, Praga (na então, Tchecoslováquia, antes da separação em dois países), Zurique, Lucerna, Veneza, Florença, Roma, Vaticano e Paris. Foi maravilhoso ver ‘ao vivo’ muito do que havia conhecido em minhas leituras e estudos de geografia.
As outras 30 que medeiam aquela primeira e a 32ª que começa hoje foram muito diversas. Mesmo que a Europa tenha sido a preferida houve outras memoráveis. Assim na América já estive doze países: Argentina (várias vezes), Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana Inglesa, México (três vezes) e Estados Unidos. Na Europa já amealho além dos onze países da 1ª viagem antes resumida, outros treze: Portugal, Espanha, Reino Unido, Grécia, Turquia, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Dinamarca, Suécia, Rússia, Polônia, România e Hungria. Na Ásia estive 8 países: Tailândia, Cingapura, Malásia, China, Hong Kong (em 1997, ainda não pertencente à China), Israel, Palestina e Jordânia. Na África, em quatro: Marrocos, África do Sul, Tunísia e Egito.
Assim, com 49 países presentes em minha lista, partimos hoje para o mesmo destino da primeira viagem em 1989: mais vez com Paris. Há queridas relações familiares que nos envolvem para fazer da Cidade-Luz ponto de chegada e partida muito frequente em nossas viagens.
Para mim há algo inédito nesta viagem de hoje. Partimos de Porto Alegre direto à Lisboa e de lá vamos em seguida a Paris. Será a primeira vez que cruzarei o Atlântico sem partir de São Paulo ou Rio.
Obrigado pela companhia. Encerro lembrando que o "Bom viajante não é o que não sabe para onde vai, mas o que sabe de onde veio!" Lin Yutang [(1895-1976) Escritor e filologista chinês nascido em Changzhou. Estudou nas Universidades de Shanghai, de Harvard e de Leipzig. Foi professor na Universidade de Beijing. Viveu quase meio século nos Estados Unidos e sua significativa obra literária significou uma ponte entre vazio cultural existente entre o Ocidente e o Oriente].